27 de dezembro de 2012

Morreu Gerry Anderson

Criador do clássico seriado Thunderbirds - uma das inspirações dos Exploradores do Desconhecido.

27.jan.2005 - Gerry Anderson posa com um brinquedo da série "Thunderbirds" no aniversário de 40 anos de sua primeira exibição

Gerry Anderson, o britânico criador da popular série de televisão "Thunderbirds", morreu na quarta-feira (26) aos 83 anos, após uma longa batalha contra a demência, disse seu filho.
"Estou muito triste em anunciar a morte de meu pai, o criador do "Thunderbirds" Gerry Anderson. Ele morreu tranquilamente em seu sono ao meio-dia de hoje ... sofreu com demência mista nos últimos anos", escreveu o filho de Anderson, Jamie, em seu blog. [Leia mais]

13 de novembro de 2012

Promoção Space Opera - Rainha das Estrelas

O Octavio Aragão, autor de Rainha das Estrelas, quer presentear você com uma cópia do livro Space Opera.  Mais uma ilustração do Manoel Magalhães (The Long Yesterday, O Instituto, O Coronel). Saiba como concorrer aqui.

9 de novembro de 2012

O Coronel na Editora Nemo!


A essa altura todos vocês já devem saber, mas eu não podia deixar de comentar. Que boa notícia!

Eu acompanhava fielmente a webcomic da dupla Osmarco Valladão e Manoel Magalhães e tomei um susto quando, certo dia, entrei no blog deles e vi que fora tirado do ar. Agora vi que foi por um bom motivo!

27 de setembro de 2012

A verossimilhança e a caracterização visual

por Gian Danton

Eu já expliquei aqui que história em quadrinhos de ficção não é documentário. Ou seja: uma HQ não precisa ser realista, ela apenas precisa convencer o leitor de sua realidade. Isso passa muito pela caracterização visual dos personagens. Por exemplo, os cientistas não costumam ser carecas, os malvados não costumam ser feios. Mas um bom desenhista recorre a essa generalização para que o leitor identifique, logo de cara, a função ou a personalidade dos personagens.


Basta olhar para Ming e Flash Gordon e perceber quem é o vilão e quem é o herói.


Marcos Rey, um dos grandes roteiristas brasileiros de cinema e TV lembra a figura de Sherlock Holmes, cuja caracterização, com cachimbo, lente de aumento e sobretudo xadrez, o identifica imediatamente.

 

Claro que hoje as HQs hoje não trabalham tanto com clichês, mas mesmo assim, desenhistas e roteiristas utilizam objetos, roupas e até expressões ou gestos para caracterizar os personagens, já que os quadrinhos são uma mídia visual.

Nos primeiros capítulos da nossa webcomic tínhamos um personagem que aparecia em poucos quadrinhos. Ele era um político avesso à tecnologia, que é contrário à Operação Salto Quântico e que acaba sendo convencido pelo Garry Roland a apoiar o projeto. No meu roteiro, coloquei que ele era alguém antiquado, temeroso de avanços tecnológicos. Na hora de ilustrar a sequência, o desenhista Jean Okada decidiu colocá-lo de óculos. Toda a caracterização psicológica do personagem ficou explícita sem que precisassemos usar uma palavra. Bastava bater o olho e o leitor percebia que aquele político era contrário às inovações (até porque seu óculos era do tipo antigo).

http://1.bp.blogspot.com/_hPvtgOhuOC8/TMq2lJc39cI/AAAAAAAAFiA/9-FK1ZH5v6w/s1600/oculos.jpg

Quando divulgava a série no Orkut, ainda no ano de 2008, encontrei um suposto crítico de quadrinhos que implicou com o político de óculos e com o fato dos Exploradores não usarem touquinha. De fato, nas missões na NASA os astronautas usam uma touca e, por conta disso, esse suposto crítico achava que também os Exploradores deveriam usar touquinha.

- Mas em Jornada nas Estrelas eles não usam touquinha. - argumentei.
- Jornada nas estrelas é uma m*... ! - respondeu ele. Em história de ficção científica, todo mundo tem que usar touquinha!
- Mas em Guerra nas Estrelas eles não usam touquinha. - retruquei.
- Jornada nas estrelas é uma m*... ! - respondeu ele. Em história de ficção científica, todo mundo tem que usar touquinha!
- Mas no filme Contato, baseado na obra do cientista Carl Sagan, eles não usam touquinha. - expliquei.
- Contato é uma m*... ! - respondeu ele. Em história de ficção científica, todo mundo tem que usar touquinha!
- Mas em Esquadrão Atari eles não usam touquinha. - lembrei.
- Esquadrão Atari é uma m*... ! - respondeu ele. Em história de ficção científica, todo mundo tem que usar toquinha!

Como o palavrão é o argumento dos que estão errados, ele saiu batendo o pezinho e prometendo que ia mostrar como se fazia:
- Vou escrever um livro em que os astronautas usam touquinha e que os políticos não usam óculos. Vai ser um sucesso porque todo mundo quer ler histórias com astronautas de touquinha!

Pois é... dizem até que ele escreveu tal livro com o astronauta de touquinha... quanto ao sucesso...

A grande lição é: história em quadrinho não é documentário. Embora os astronautas da NASA usem toucas durante as missões, a maioria das pessoas pensa neles sem a tal touquinha pela simples razão de que, normalmente, quando aparecem em público, estão sem touquinha.

Assim, para o leitor normal, um astronauta de touquinha é menos verossímil que um astronauta sem touquinha. E nos quadrinhos a verossilhança é mais importante do que o realismo.

 
[Texto originalmente publicado no blog Roteiros de Quadrinhos]

26 de setembro de 2012

Os Thunderbirds do Desconhecido

Enquanto eu preparo um capítulo novo fiquem aí com mais uma imagem de bastidores dos Exploradores do Desconhecido.

Esses estudos foram feitos para uma ideia um tanto maluca do Gian Danton, que havia me pedido para desenhar os personagens parecidos com as marionetes do seriado Thunderbirds.

Ainda não era o momento certo para colocar a ideia em prática. Talvez possamos utilizá-la em outra oportunidade...

18 de setembro de 2012

Exploradores no traço de Geraldo Borges

E aqui um desenho da Mai Sasaki, feito pelo grande Geraldo Borges. Ele, que havia incentivado seus alunos a desenharem nossos personagens, acabou fazendo um também. Valeu, Geraldo!


Exploradores no traço de Flávio Bezerra da Silva

Recebemos mais desenhos dos Exploradores há um tempão, mas, no corre-corre do dia-a-dia acabei esquecendo de postá-los. Mil perdões aos desenhistas!

Este aqui é do Flávio Bezerra da Silva, também aluno do Geraldo Borges.


17 de julho de 2012

Feliz aniversário, Quino!

Hoje o Quino completou 80 anos, e essa data não podíamos deixar passar.

Ele é o criador da genial Mafalda, uma pequena menina de 6 anos dotada de um aguçado espírito crítico que questiona todo o mundo à sua volta.

Fica aqui nossa pequena homenagem ao Quino, e o desejo de que ele continue conosco por muito tempo ainda!




16 de julho de 2012

Webcomic "O Coronel"

Está na rede uma nova webcomic nacional, e como ela é de ficção científica, não poderíamos deixar de comentá-la por aqui - e acrescentá-la à nossa lista de webcomics nacionais ao lado.

O Coronel é produzida por Osmarco Valladão (texto e cores) e Manoel Magalhães (texto e desenhos). A dupla já vem de duas graphic novels: The Long Yesterday e O Instituto, além de uma HQ do Astronauta publicada no álbum MSP50. E agora eles resolveram experimentar o terreno das webcomics. Sorte nossa!

Clique aqui para conhecer o blog d'O Coronel.

14 de julho de 2012

Exploradores no traço de Deny Monteiro

Recebemos mais um desenho de outro aluno do Geraldo Borges. É o Deny Monteiro, que mostra que o espaço pode ser um lugar bem perigoso pra se viajar!


4 de julho de 2012

JJ Marreiro fala sobre os Exploradores

Agora que estamos a caminho da conclusão de Operação Salto Quântico, o Gian Danton pediu a algumas pessoas que escrevessem algo sobre a nossa webcomic (ou digibi, ou hqtrônicas, para os que preferem o português). O JJ Marreiro foi o primeiro a fazer isso, e estamos compartilhando com vocês o depoimento dele:


Algo a Explorar
A Literatura de Ficção Científica vem ganhando espaço nos catálogos das editoras e nas prateleiras das livrarias, talvez fruto de um arrefecer de velhos preconceitos como: “ficção científica no Brasil não dá certo”. Um pouco diferente do universo livreiro, os quadrinhos do Brasil nunca guardaram jejum da Ficção Científica muito menos do seu lado pop, explorando seus limites e associando-os ao humor, terror ou heróis. O Título Exploradores do Desconhecido ataca nestas duas frentes: literatura e quadrinhos. A produção surgiu da união dos textos sólidos e coesos cuidadosamente construídos pelo escritor Gian Danton com os desenhos seguros e limpos, mas ricamente elaborados, por Jean Okada.
As tramas, aptas a ombrear o melhor da literatura de FC, possuem uma ótica de diversidade característica de nossos escritores - e da própria cultura brasileira. E como toda boa Ficção Científica se ocupa de promover não só ao entretenimento, mas a reflexão. As próprias referências dos figurinos, arquitetura, cenários libertam-se dos padrões pré-estabelecidos mergulhando em sugestões visuais de diversas origens: indianas, astecas, maias etc.
A série materializa suas tramas em quadrinhos ou em contos, inicialmente veiculados na internet e em publicações independentes. Com esta iniciativa os autores vem conquistando novos leitores a cada dia, leitores que percebem o cuidado com que as narrativas são escritas e o esmero com o qual são desenhadas. Esses leitores acompanham a série não por ser brasileira ou por possuir belíssimas ilustrações... mas porque são poucas as vezes que se pode olhar para uma obra e dizer o que pode ser dito a respeito dos Exploradores do Desconhecido: Isto é Inteligência em Quadrinhos.

27 de junho de 2012

Exploradores no traço de Oscar Junior (Atualizado em 18/09)

Nosso colega de ofício, Geraldo Borges, um grande artista que faz trabalhos para a DC Comics, é também professor de desenho, e propôs aos seus alunos que fizessem desenhos com os Exploradores do Desconhecido. Eu, obviamente, adorei a ideia. É uma imensa alegria ver outras pessoas desenhando nossos personagens.

Então, sem mais delongas, aí vão os desenhos do Oscar Junior. Clique nas imagens para ampliar.






23 de março de 2012

Como é feita uma página dos Exploradores do Desconhecido

Tudo começa, obviamente, no roteiro: a alma da HQ! Escolhi para este making of a página 3 de Operação Salto Quântico. Não porque a considere a melhor, mas apenas porque é uma das poucas páginas que ainda tenho no lápis, e assim posso mostrar a vocês o processo. Quando comecei o trabalho, eu desenhava as páginas numa folha sulfite e depois passava tudo a limpo numa outra folha, onde fazia arte-final. Parei com esse processo quando entendi que estava praticando uma forma lenta de suicídio. Hoje eu faço tudo na mesma folha.
Cada roteirista trabalha de um jeito diferente. Alguns escrevem roteiros bem detalhados, que descrevem até uma folhinha de árvore caída no chão. Outros pegam mais leve nas descrições – geralmente quando o roteirista sabe quem vai desenhar sua história e confia nele. Penso que estamos no segundo caso, pois como vocês podem ver o roteiro que o Gian Danton escreveu para mim é bem sucinto:

Página 3
Q1 – Vemos uma cena da estação espacial. Trata-se da sala de controle, no qual está o chefe da missão e seus auxiliares, monitorando a experiência.
CHEFE: Muito bem, vamos dar início à experiência. Garry?
Q2 – A sala de controle da nave. Pensei no capitão na frente e cada um sentado em uma cadeira, com um laptop na frente de cada um,  mas você pode colocar a disposição que desejar. Lá estão os cinco exploradores do desconhecido, com suas roupas normais, já que a nave tem uma espécie de atmosfera artificial.
GARRY: Estamos prontos, aqui. Podem começar.
Q3 – Novamente a sala de controle. O chefe fala com a estação destino.
CHEFE: Estação águia. Quero vocês preparados… a Pionner irá aparecer nos arredores do sistema solar em poucos segundos.
Q4 – Close do chefe.
CHEFE: Iniciar contagem regressiva.
Q5 – Novamente a sala de controle da nave. Agora temos um foco em Jaime, que está ao lado de Helga. Ao fundo, o rádio começa a contagem. Helga parece fria enquanto responde para Jaime.
JAIME: Dá sempre um friozinho na espinha antes desse tipo de coisa, hein?
HELGA: Do que você está falando?
Rádio: 5…
Q6 – Jaime parece estar se desculpando, mas parece levemente irritado.
JAIME: Não está mais aqui quem falou…
Rádio: …4…
Q7 – Close de Jaime, aborrecido.
JAIME: Garota estressada!…
Rádio: …3…
Q7 – Garry repreende Jaime.
GARRY: Jaime, monitore o sistema.
JAIME: O senhor é que manda, chefe…
Rádio: … 2… 1…
Q8 – A sala de controle da nave, em silêncio, apenas com a voz do rádio.
Rádio: …0…

Com isso em mãos, é hora de começar o desenho, sem esquecer que a narrativa é tão importante quanto ele. O leitor deve ser capaz de compreender o que está se passando mesmo sem o texto. A narrativa também ajuda a construir o clima da história. Costumo usar uma diagramação bem sóbria, e a razão principal disso é porque me preocupo com a clareza.

 

Terminada essa etapa, é hora da arte-final. Com o pincel, procuro dar volume às figuras (embora isso não seja visível na tela do computador, devido à baixa resolução, e aí está um dos pontos que justificam uma edição impressa: só nela você vê realmente o que o desenhista fez). Usando traços de diferentes espessuras, a gente consegue também separar os planos. Áreas de preto, principalmente numa HQ preto e branco, dão mais harmonia ao conjunto, e ajudam a destacar os elementos mais importantes de uma cena.

 

Os balões e o letreiramento são feitos no computador, assim como os tons de cinza. E está pronta mais uma página dos Exploradores do Desconhecido!



19 de março de 2012

Exploradores no traço do JJ Marreiro

É extremamente raro alguém desenhar um personagem meu (embora “meu” não seja a palavra adequada, pois eles são do Gian Danton também), por isso, quando acontece, fico muito contente!

O JJ é o criador da Mulher Estupenda, e comanda um blog sobre ficção científica, o Laboratório Espacial, e também o Armagem Herética, site com quadrinhos muito legais dele e de outros caras que, como eu e o Gian Danton, ainda acreditam que os quadrinhos podem ser divertidos.